Como usar “Black Mirror” na sua redação?!
Como você já sabe, ou deveria saber, a redação do Enem possui 5 competências e cada uma delas vale 200 pontos!
Se não domina cada uma delas, não perca a série sobre as Joias do Infinito Enem lá do meu canal no Youtube. Só clicar neste link aí: https://www.youtube.com/watch?v=w6g2WAag-rE&t=10s
E é isso mesmo, você precisa DOMINAR as competências. Afinal, como tirar o tão sonhado 1000 se você não sabe o que precisa colocar na sua redação nem como ela será corrigida?
O tema do artigo de hoje é sobre a competência 2 e uma de suas exigências.
“COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO E APLICAR CONCEITOS DAS VÁRIAS ÁREAS DE CONHECIMENTO PARA DESENVOLVER O TEMA, DENTRO DOS LIMITES ESTRUTURAIS DO TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO EM PROSA”.
O trecho em negrito diz respeito ao seu repertório histórico, social, político, literário e cultural. Então quanto mais rica e relacionada ao tema é a sua redação, mais chances de se aproximar do 1000 você tem!
Nesse sentido, dada a minha convivência com alunos, eu sei que não são todos que conseguem se lembrar de leis, de filósofos e odeiam alusões históricas. Entretanto, passam horas assistindo a séries e filmes e conseguem se lembrar do nome de todos.
Bom, deixa eu te contar uma boa notícia: os repertórios culturais do universo teen – músicas, séries, filmes, desenhos – podem SIIIIM aparecer na sua redação!
Pensando nisso, vamos aproveitar esta sexta para relaxar e aprender ao mesmo tempo?
Como usar a série “Black Mirror” na sua redação?
Eu gostei de, praticamente, todos os episódios de todas as séries. Exceto a 5ª temporada, achei beeem:

Os episódios são autônomos, ou seja, não há necessidade de seguir uma sequência e, geralmente, são dramatizações em um presente alternativo ou em um futuro próximo. As ficções são centradas em temas obscuros e/ou satíricos sobre a modernidade e o uso excessivo das novas tecnologias.
Todas as situações são de arrepiar e possíveis de serem relacionadas a vários temas e, segundo Charlie Brooker, o criador da série: “cada episódio tem um elenco diferente, um cenário diferente, até mesmo uma realidade diferente, mas todos se tratam da forma que vivemos agora — e da forma que podemos estar vivendo daqui a 10 minutos se formos desastrados”
Agora vamos relacionar alguns episódios a vários temas e PREEEESTENÇÃO: é de suma importância que você consiga, de forma explícita, criar uma relação entre o tema e o episódio, ok? Não o deixe largado e desconexo lá!
Episódio “White Bear”/”Urso Branco”(Temporada 2): Neste, há a possibilidade de relacionar a temas como: justiça com as próprias mãos, cyberbullying, justiçamento cibernético. O episódio conta a história de uma mulher condenada a sofrer, diariamente, perseguições no “Parque White Bear”. Nele, várias pessoas a filmam enquanto ela é perseguida por torturadores.
Episódio “Nosedive”/”Queda livre” (Temporada 3): A vida e os relacionamentos interpessoais são baseados em um sistema on-line de classificações e estas ditam, significativamente, o status socioeconômico das pessoas. O episódio pode parecer, inicialmente, extremo e/ou absurdo, mas há imensa relação com o que já vivemos, visto que muitos profissionais são avaliados por perfis no Instagram. Isso também ocorre com a extrema alegria exposta nas redes sociais e o que isso gera em muitos indivíduos que não possuem tais benefícios (viagens internacionais, corpos dentro do padrão de beleza imposto, ostentação de bens), por exemplo, doenças psicológicas – depressão, transtornos alimentares, estresse, até mesmo, suicídio.
Episódio “Shut up and Dance”/”Manda quem pode” (Temporada 3): Kenny é filmado, por uma câmera no seu computador, em momentos íntimos. Isso faz com que o hacker inicie uma série de exigências, caos contrário irá expor o vídeo na internet. Isso ocorre, cotidianamente, por meio do chamado “sextorsão”. Você conhece esse crime? A ong Safernet tem feito várias campanhas educativas nas redes sociais em prol do fim dessa chantagem sexual. A lei apelidada de Carolina Dieckmann também relaciona-se a esse tipo de situação, visto que a atriz teve seu computador invadido e fotos íntimas expostas na internet. As consequências desse crime são permanentes, pois são eternizadas no ambiente cibernético o qual possui fácil propagação.
Episódio “Hated in the Nation”/”Odiados pela Nação” (Temporada 3): Novamente um episódio sobre a rápida propagação de discursos de ódio na internet. Dessa vez as manifestações odiosas ocasionam mortes às vítimas da hashtag #MortePara no “Jogo das Consequências”. Quando os usuários percebem esses rápidos assassinatos, surpreendentemente, a hashtag começa a aumentar. Fora da ficção: será que não fazemos isso também? Você se lembra do “Caso Cocielo”? Ele foi exposto nas redes sociais devido a alguns comentários racistas, mas o que aconteceu foi uma avalanche de ofensas a ele e à esposa, fazendo com que o youtuber perdesse vários patrocínios. Não estou fazendo, aqui, nenhuma defesa ou ataque a ele, mas de maneira beeeem similar ao episódio esses linchamentos ocorrem nas redes sociais. Outro exemplos de discursos de ódios: a atriz e cantora Preta Gil é vítima frequente de comentários gordofóbicos em suas fotos, e a jovem Dielly Santos – também vítima de gordofobia em suas redes sociais – cometeu suicídio devido a tais manifestações de ódio.
A temporada 4 – lançada em 2017 – é, na minha opinião, uma das melhores. Adorei todos os episódios, porque além de relacionáveis a vários temas, são ótimos! Não vou fazer uma pequena sinopse deles, porque quero manter o suspense! MUAHAHA
Bom, espero que você entenda que é possível utilizar, nas redações, conhecimentos diversos, não somente história e filósofos.
Indique este artigo aos amigos e chame-os para uma sexta com pipoca e Black Mirror!
É isso e até a próxima!