Você sabia que hoje é comemorado o Dia da Liberdade de Pensamento no mundo inteiro? Pois é… Se não sabia, agora sabe!
No dia 14 de julho – data que remete o início da Revolução Francesa no ano de 1789 com a Queda de Bastilha – celebramos a importância deste direito conquistado e reafirmado ao longo do tempo.
A primeira vez que foram defendidos os direitos fundamentais e a liberdade do Homem foi durante a Revolução Francesa por meio da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, em 26 de agosto de 1789, inspirada nos pensamentos dos iluministas.
Sintetizada em dezessete artigos, a Declaração proclamava que todos os “homens nascem e são livres e iguais em direitos”, e devem ter garantidos os direitos de “liberdade, propriedade, segurança, e resistência à opressão”. Entretanto, “a liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique o próximo: assim, o exercício dos direitos naturais de cada homem não tem por limites senão aqueles que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo dos mesmos direitos.”
Alguns anos depois, essa Declaração foi base da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
O artigo 18º da Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que “toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos”
Hoje, a liberdade de pensamento concede aos indivíduos o poder de manter, defender suas posições sobre uma ideia, independente das visões dos outros ou de mudar nossas crenças convenientes ao nosso desenvolvimento.
Trazendo essa realidade para o Brasil, a liberdade de pensamento é assegurada a todos os cidadãos por meio da Constituição Federal de 1988.
Mas sabemos que na prática esses direitos nem sempre são respeitados e muitas vezes estamos sujeitos a represálias. Por isso, comemorar essa data é muito importante, pois precisamos a todo momento reafirmar essa conquista.
Infelizmente, muitas pessoas usam esse direito para validar discursos de ódio contra diferentes grupos sociais. No entanto, devem estar preparadas para arcarem com aquilo que declaram.
Uma dica de repertório é o episódio “Odiados pela Nação” – da série Black Mirror.
Depois disso tudo, podemos tirar desse assunto alguns temas para treinarmos nossa escrita – como:
Os efeitos dos debates ideológicos na sociedade brasileira
A persistência do discurso de ódio e suas consequências
Inclusive, nesses dois temas você consegue encaixar tanto a Constituição ou a Declaração dos direitos humanos, alegando que os indivíduos possuem direito à liberdade de pensamento, mas que isso é confundido com discursos de ódio.